domingo, 5 de agosto de 2012

Artes de Rua - A FIAR





Olá a todos,
Hoje trago-vos informação sobre um projecto nacional de Artes de Rua: FIAR.


A FIAR, Associação Cultural, foi criada em 2000, como estrutura co-organizativa do FIAR, Festival Internacional de Artes de Rua, organizado em parceria com a Câmara Municipal de Palmela e o Teatro o bando.
De acordo com a página da FIAR no Facebook, esta é a missão e como se apresenta este projecto cultural originário de Palmela:

"FIAR é seguramente algo mais do que sigla do nosso Festival. Permite-nos jogar, como gostamos, com as cargas simbólicas que os termos e as expressões sempre arrastam, permite-nos contrariar lógicas uniformizadoras de gostos e comportamentos. Agora pomo-nos a pensar nas contradições possíveis que o termo induz. Imaginamos fios mágicos que nos auxiliam nos labirintos das buscas essenciais, um novo fio de Ariadne que nos orienta na construção dos nossos destinos. Ou, contrariamente, percebemos que fios poderosos nos prendem e nos manipulam, como marionetas num teatro de destruição. Mas sabemos também que é possível reencontrar uma sabedoria antiga que nos fala do acto de fiar como elemento de ligação entre seres e universos, do acto de fiar como acto de criação, a fiação dos destinos dos homens. Não queremos esconder que as Parcas continuamente tecem no seu fuso o fio do tempo e da vida, da inelutável morte. Essa é a que todos espera. Mas erguemo-nos contra os que lhe tomam a máscara para fazer parar antes de tempo os fios da vida dos homens, sobretudo os que ainda estão na idade de todas as inocências. Sabemos, como Penélope, a respiração do dia e da noite, manter o ritmo vital que tudo sustém.

Fiamo-nos e desfiamo-nos com estes e outros fios. Como o que nos fala de acreditar, de confiar, nos fala de fidelidades. Acreditamos neste FIAR como coisa do futuro das artes do espectáculo de rua, confiamos nos públicos como motor e razão de ser desta actividade, prometemos a nós próprios e aos outros mantermo-nos fiéis a estes propósitos. E a exigir a mesma atitude de todos os que queiram connosco partilhar o mesmo desafio.

O FIAR é um festival de artes de rua. Das artes que escolhem a rua como legitimadora da sua arte e nunca como legitimação de penúrias criativas. E é também de todos aqueles que escolhem estar na rua como processo de testar os seus caminhos artísticos. A todos deverá ser comum a qualidade – esse termo tantas vezes utilizado e que tanto carece de explicitação. Também nós apostamos na qualidade e dela sabemos que pelo menos há-de seguramente passar pela honestidade de processos (cívicos e artísticos), pela partilha constante de experiências e de dúvidas, por muito trabalho e muita dedicação.

A rua. As ruas desta Vila de Palmela. Nelas nos teceremos. Ou elas nos hão-de tecer.
De uma forma ou de outra, ou por ambas, nela nos acharemos todos - organizadores, criadores e público - em comunhão. Na descoberta dos espaços - que uns julgam conhecer e que outros desconhecem de todo. Uns e outros podem partilhar o prazer da descoberta pela incisão do fazer artístico, quer pela ocupação física, quer pela sugestão de caminhos, de escuta de sons novos, de novas disposições do claro e do escuro, dos seus matizes. Neste território instala-se o desejo de uma nova convivialidade. Cala fundo em nós o desejo de uma arte feita por todos numa polis democratizada.

Constrangimentos: todos os habituais em Portugal (sobretudo a falta de tempo e de dinheiro) e mais um: o século novo que aí vem e que com ele arrasta o fim do milénio. A todos transformamos em desafios de criação: porque não há outra saída – mas também porque gostamos de desafios.

Aprendemos sempre com as coisas da natureza e com as que ao longo dos anos constroem os homens com as suas culturas e civilizações. Por isso sabemos que tudo sempre se estrutura, que tudo se apoia em determinados elementos ou acontecimentos que, quase dissimuladamente, emprestam sentido a tudo o que se faz. Para o nosso FIAR procuramos igualmente esses pontos de sentido. Desde logo, à semelhança dos ciclos culturais induzidos pelos astros, marcamos o evento no final convencional de um período de criação artística: o último fim-de-semana do mês de Julho."

Fontes e mais informações:

Página FIAR no Facebook


Sem comentários:

Enviar um comentário